Christina Rodrigues

Atriz e poetisa

Em Artes Plásticas

Christina Rodrigues começou seu processo com arte contemporânea na casa de Cultura Laura Alvim com o Art Conception Manager Ricardo Simões em 2007.

De lá pra cá já participou de 3  exposições.

EKLÉTICA (2007)

 Coletiva na Casa de Cultura Laura Alvim 

I LUV LAURA (2008)

Coletiva no CEDIM(Conselho Estadual da Mulher)

 

e este ano no SESC Nova Iguaçu com o pessoal do Zona Oculta.

 O TRABALHO SEGUNDO RICARDO SIMÕES:

   A desanalogia com o neo-concreto pela sugestão do tátil, no inconsciente coletivo urbano, e ocidental, e sua negação. A relação impessoal com a obra no sentido da quebra do sentimento de individualidade, pôr meio da repetição formal e tridimensional. O uso do objeto cotidiano como obra, e o conceito básico de instalação, e sua antítese: a transformação do objeto artístico em produção em massa.

 

     A Christina Rodrigues ladrilheira, não parte de uma pesquisa de técnica de azulejaria, mas da analogia visual de uma obra, pequena e individual, que não está em si mesma, não forma por si qualquer compleição objetiva, no sentido do conteúdo artístico, e ganha, ao perder a individualidade de um universo fenomenológico de leis de tensões e vetores anta gônicos, a possibilidade de ser mera, e se repetir. Completando, um círculo, este sim, com a peça realmente pré fabricada que é também apenas aparentemente igual a seus pares de linha de montagem.

 

     Isto é a síntese do que parece estar por trás do clima místico, da piada Druído-Bisantina, da deco ração de pedrinhas e renda retor cida em colunas, e a chama violeta com um "trono"!

 

 

PROPOSTA:

NO BANHEIRO

 

NO BANHEIRO

ME VEJO NO ESPELHO

COMO SOU

NO BANHEIRO

NÃO TENHO ESTEIO

SÓ O QUE ME DOU.

SÓZINHA NO BANHEIRO

ME DISPO DAS MÁSCARAS

ME DISPO DAS ROUPAS

E SOU FRÁGIL

PURA, VERDADEIRA.

SÓ NO BANHEIRO

CHEIRO O QUE SOU

NO BANHEIRO

ME ENTREGO AOS MEUS INSTINTOS

FAÇO, PENSO, SINTO

SEM OPINIÃO DE NINGUÉM

SÓ NO BANHEIRO

SOMOS ALGUÉM.

 

NO BANHEIRO

TRANSMUTANDO MEUS PENSAMENTOS

FEIOS E FEDORENTOS

EU E MEU JORNAL.

NO BANHEIRO

PEIDO

ARROTO

TUDO É NORMAL

SÓ NO BANHEIRO

ME SINTO SÓZINHO

O SUFICIENTE

PRA SER EU

NO BANHEIRO

PERDIDA ENTRE

DESODORANTES E PASTAS DE DENTES

SOU INTEIRA, SOU INOCENTE,

INDECENTE, DEPRIMENTE

NO BANHEIRO

SÓZINHA

COM MEU ESPELHO.

 

 

 INSTALAÇÃO BIZANTINO DRUIDA. 1:90 DE ALTURA POR 1:30 DE LARGURA

PAPEL, MADEIRA, TECIDO, BOLAS DE GUDE, VIDRO E VASO SANITÁRIO

 COM RICARDO SIMÕES NO CEDIM.

 

 

 Proposta para o CEDIM esse ano:

 

o trabalho se fundamenta no escuro
na massa
no profundo
trata em tres dimensões de um homem
de um mistério
de um movimento contido por um limite
que é superior a ele
mas tão fragil pra ser rompido
e no entanto
causa dor e sofrimento
esse homem
através desse limite
perde a forma
perde as características
perde a cor
perde a face
perde a identidade
passa a ser uma massa escura
cujos movimentos não se pode precisar
preso a um banco de concreto
que simboliza a realidade
que é o instrumento limitante
reter-se a realidade
adaptar-se a ela
é um trabalho sobre o cotidiano opressor
e a fúria de liberdade do artista

 PEQUENAS EXPERIÊNCIAS